RELEASE por Caçapa

O que me salta aos ouvidos imediatamente neste segundo disco de Caê é sua maturidade e pleno domínio como arranjador, produtor, vocalista e instrumentista. Quantos músicos da sua geração são capazes de assumir tantas funções diferentes e alcançar um resultado tão conciso, polido, fluente, equilibrado e extremamente pop como este "A Nave de Odé"? Preste atenção nas linhas de guitarra e baixo, nas texturas de órgão e mellotron, nas levadas de violão, nas várias vozes dos coros e nos arranjos de sopro… Não é pouca coisa.
 
Caê mostra-se completamente à vontade ao optar pela combinação e recombinação de elementos rítmicos e melódicos ligados a gêneros brasileiros, jamaicanos e africanos muito diversos: fragmentos de ijexá e de samba de roda baiano, ares e brisas de reggae e dub, tramas de guitarras trazidas do highlife, levadas de afrobeat e de pop angolano, climas e timbres de trilha sonora e soul music encontram-se e desencontram-se com a canção brasileira de tendência minimalista e circular. Tudo alinhavado pela força da musicalidade nascida na África Ocidental e esparramada pelas Américas e pelo Caribe. E é justamente nos momentos mais marcantes do disco que estas linhas e fronteiras tendem a se apagar pra revelar algo fresco que tende a desafiar nomes e classificações.

 Em seus arranjos, Caê equilibra com consciência e imaginação o silêncio e a densidade, a diversidade de timbres e texturas, a unidade e concisão da estrutura, tudo a serviço da fluência e clareza das canções, num resultado inegavelmente pop. É uma tapeçaria sutil e muito bem acabada que injeta balanço e vigor à sua personalidade musical já marcada pela doçura e leveza do seu trabalho de composição. Este contraponto entre o impulso visceral da dança e o ar tranquilo de suas canções é uma das belezas e virtudes do disco.

 Diante de tudo isto, me pergunto: faixas como "O Caçador e a Flecha", "Zambê", "Tão Blue" e "Talismã" não merecem ser veiculadas nas maiores rádios do país? É só o jabá mesmo ou os ouvidos dos programadores estão fechados para uma música que ouse ser acessível e inventiva ao mesmo tempo? Que "A Nave de Odé" retorne ao mundo imenso de onde veio, com toda atenção que lhe é devida.


 
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Nascido na cidade de Araraquara-SP, ainda criança Caê começou a tocar violão e vários outros instrumentos até compor suas primeiras canções, aos 13 anos de idade.

 

Perambulou por rodas de sambistas e de roqueiros pelas ruas de sua cidade natal até ir estudar violão no Conservatório de Tatuí. Há dez anos mudou-se para a capital, onde se graduou em Música pela FASM e estudou composição com Arrigo Barnabé.

 

Acompanhou diversos artistas consagrados da música brasileira, como Elza Soares, Paulinho da Viola e Paulo Moura. Teve seus arranjos gravados por grandes sambistas, como Monarco, Wilson Moreira, Délcio Carvalho, Dona Inah e Fabiana Cozza, até lançar seu primeiro álbum, “Estação Sé” (2012), que foi recebido com elogios pela crítica especializada, figurando entre as revelações do ano nos principais veículos de imprensa brasileiros e até no exterior, como no jornal francês Liberation, além de ter conquistado dois prêmios nacionais. Em 2011, Caê foi vencedor da categoria de melhor álbum de samba no XXII Prêmio da Música Brasileira, com disco o "Gafieira São Paulo", no qual atuou como produtor, arranjador e cantor.

 

Recentemente, assinou a trilha sonora do documentário “Memórias da EFA” (2014), do premiado diretor Marcelo Machado, e da peça “Notas para um olhar na dança” (2015), da São Paulo Companhia de Dança. Foi diretor musical e arranjador dos projetos “Gafieira São Paulo” e “Candeia 50 anos” (2005), este no SESC Pompéia, e do programa “Mosaicos - Homenagem a Cyro Monteiro”, da TV Cultura (2010).

BIO

 

 

RELEASE

 

Serrinha, Congo e Kingston. Em seu segundo disco, A nave de Odé (independente, 2016), Caê cria um mapa geográfico imaginário explorando diálogos entre linguagens e influências da música brasileira, africana e jamaicana, inspirado na figura mitológica do orixá Odé, arqueiro caçador e guardião das matas e da humanidade.

 

Produzido e arranjado pelo próprio Caê, o disco tem a participação de músicos da cena contemporânea paulistana, como o saxofonista Thiago França, o baterista Sergio Machado, o tecladista Maurício Fleury, além da participação especial da cantora Juçara Marçal, na canção Zambê. As gravações foram feitas no final de 2015, em São Paulo, no estúdio Ori. A arte gráfica é assinada pelo designer Maurício Zuffo Kuhlmann, o MZK. 


Cantor e multi-instrumentista, Caê assina dez faixas inéditas, das doze que compõem o disco, e ainda explora sonoridades vanguardistas na interpretação da canção Eu canto música de amor, do compositor paraibano Pedro Osmar, que encerra o álbum em arranjo solo descontínuo, com voz e guitarra, navegando nas texturas polifônicas e nos ruídos do sax de Thiago França. A vinheta Omodé, que signifíca criança, em Yorubá, completa o repertório.

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30 jan       Festival Abra Alas                                      Bragança Paulista

31 jan       Espaço Casa da Árvore                                     Araraquara

05 mar       part.c/ Afroelectro na Serralheria                                 São Paulo

19 mai      Casa de Francisca                                                        São Paulo

01 jul      Serralheria                                                                   São Paulo

 
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